A Luz recebeu Palhinha com ovação e despediu-se com uma bomba de Lenglet

A Luz recebeu Palhinha com ovação e despediu-se com uma bomba de Lenglet

Havia dois jogos dentro do mesmo jogo no Estádio da Luz esta segunda-feira. O primeiro era o Benfica contra o Estoril, que terminou 2-1 com relativa tranquilidade. O segundo era muito mais pessoal: o reencontro de João Palhinha com o futebol português, desta vez vestido de encarnado. E esse jogo, esse, valeu cada segundo.

Quando o número 36 entrou em campo aos 30 minutos, chamado à urgência pela lesão de Enzo Barrenechea, a Luz abriu-se numa salva de palmas que fez tremer as bancadas. Palhinha absorveu o momento, respirou fundo e começou a fazer aquilo que sabe: cobrir o terreno, proteger a bola, ser o motor que a equipa precisava.

O golo que foi um presente de boas-vindas

Nove minutos depois de Palhinha entrar, Vangelis Pavlidis deu-lhe as boas-vindas da melhor forma possível. O avançado grego recebeu a bola no coração da área do Estoril, rodou entre quatro defesas como se estivesse sozinho no relvado e rematou com frieza para o fundo das redes. Um golo de categoria superior, o décimo do grego na temporada 2026/27, entregue com a elegância de quem sabe exactamente o que está a fazer.

O Estádio da Luz vibrou. O Benfica chegava ao intervalo com uma vantagem merecida, construída sobre um domínio claro e uma equipa que, sob as ordens de Marco Silva, parece cada vez mais sólida e confiante.

Lenglet apaga a luz com um míssil

Se o golo de Pavlidis foi um gesto de habilidade, o de Clément Lenglet aos 51 minutos foi um acto de pura brutalidade técnica. O central francês, que chegou ao Benfica neste verão para preencher o espaço deixado por Otamendi, chegou a uma bola fora da área e disparou um remate de uma violência impressionante. A bola entrou no ângulo antes que o guarda-redes do Estoril sequer pudesse reagir.

Os próprios colegas de Lenglet olharam uns para os outros incrédulos. Um central a marcar assim, com aquela potência e aquela precisão, não é algo que se veja todos os dias. A Luz explodiu novamente. O Benfica vencia por 2-0 e o jogo parecia sentenciado.

Begraoui recusa a rendição

O futebol, porém, recusa-se sempre a ser previsível. Aos 83 minutos, quando ninguém esperava mais surpresas, Yanis Begraoui surgiu com um remate de qualidade que mereceu aplauso até dos adeptos do Benfica. O Estoril reduziu para 2-1 e durante os minutos finais procurou o empate com uma intensidade que não tinha mostrado antes.

Contudo, as águias aguentaram. O apito final soou e o Benfica confirmou a segunda vitória consecutiva na I Liga, consolidando uma boa entrada na competição.

Palhinha eleito, mas o caminho é longo

No final, João Palhinha foi eleito o homem do jogo. Um reconhecimento mais pelo impacto da sua presença do que pelos números, já que não foi feliz nas finalizações e ainda está a encontrar o seu ritmo. Contudo, a Luz já o adoptou. O aplauso com que foi recebido e o carinho com que foi despedido dizem tudo sobre as expectativas que o clube deposita no internacional português.

A temporada mal começou. E já há razões para acreditar.

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