Francisco Machel Archives - BolaMZ – Notícias de Desporto https://bolamz.com/tag/francisco-machel/ O bolamz.com é um portal de notícias desportivas dedicado à cobertura do futebol nacional e internacional, trazendo informação actualizada, análises, resultados, transferências, entrevistas e destaques das principais competições do mundo. Tue, 25 Aug 2026 05:08:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://bolamz.com/wp-content/uploads/2026/05/cropped-54fd5fd2-c635-4f32-bf3b-c41a15896d08-32x32.png Francisco Machel Archives - BolaMZ – Notícias de Desporto https://bolamz.com/tag/francisco-machel/ 32 32 Árbitros na berlinda, mas CNAF aponta o dedo à logística https://bolamz.com/arbitros-na-berlinda-mas-cnaf-aponta-o-dedo-a-logistica/ https://bolamz.com/arbitros-na-berlinda-mas-cnaf-aponta-o-dedo-a-logistica/#respond Tue, 25 Aug 2026 05:08:12 +0000 https://bolamz.com/?p=180 Francisco Machel tem uma resposta clara para quem culpa os árbitros pelos incidentes que têm marcado o Moçambola-2026: não foi a arbitragem. O presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF) recusa a tese de que o que aconteceu nos jogos Baía-Maxaquene, Songo-Vilankulo e Ferroviário de Nacala-Black Bulls tenha origem nos homens do apito. ... Ler mais

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Francisco Machel tem uma resposta clara para quem culpa os árbitros pelos incidentes que têm marcado o Moçambola-2026: não foi a arbitragem. O presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF) recusa a tese de que o que aconteceu nos jogos Baía-Maxaquene, Songo-Vilankulo e Ferroviário de Nacala-Black Bulls tenha origem nos homens do apito.

Contudo, Machel não fecha os olhos ao problema. Pelo contrário, aponta para um constrangimento que considera mais profundo e estrutural: a logística. Concretamente, o número de passagens aéreas que a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) atribui à CNAF é insuficiente para garantir que os árbitros mais experientes cheguem a todos os jogos do país.

Um sistema que não facilita a qualidade

O Moçambola-2026 adoptou um modelo de jornadas duplas, agrupando os jogos em três zonas geográficas: Norte, Centro e Sul. Na teoria, o modelo deve facilitar a organização. Na prática, segundo Machel, cria um problema de fundo: sem passagens aéreas suficientes, a CNAF não consegue distribuir os árbitros de maior qualidade pelas três zonas em simultâneo.

“A situação obriga-nos a adaptar a uma realidade atípica”, disse o responsável, reconhecendo que isso tem implicações negativas para o trabalho da arbitragem. Adicionalmente, as dificuldades financeiras que a LMF atravessa agravam ainda mais o cenário.

Sessenta árbitros não chegaram

Quando a época arrancou, em 2024, a CNAF calculou que precisaria de 60 árbitros para cobrir o Moçambola. Os homens do apito foram submetidos a testes físicos e teóricos antes de serem seleccionados. Contudo, ao longo da competição tornou-se evidente que esse número era insuficiente. O principal obstáculo foi sempre o mesmo: as viagens aéreas.

Consequentemente, a CNAF tem sido forçada a nomear árbitros com menos experiência para cobrir jogos em todo o território nacional. Para Machel, é aqui que reside o verdadeiro problema, não na vontade ou na competência dos árbitros, mas nas condições em que são obrigados a trabalhar.

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